O PREÇO DO MILAGRE
Era uma vez uma família pobre, cujo filho se encontrava terrivelmente enfermo. Seus pais já haviam feito tudo para lhe salvar a vida, mas o menino ia de mal a pior. Naquela choupana humilde, a alegria murchou e a vida parecia injusta. Os pais pensavam que se tivessem mais dinheiro, talvez as coisas teriam sido diferentes. Um dia, quando parecia que o fim se aproximava, o pai, de joelhos, ao lado do leito da criança, exclamou com lágrimas nos olhos: Agora só um milagre pode salvar meu filho! O irmão mais novo do menino saiu de casa correndo e foi em direção à cidadezinha que ficava uns 30 minutos estrada abaixo. Na cidade, foi direto à farmácia e ainda ofegante pediu: - Por favor, moço, eu preciso de um milagre. Meu irmão está muito doente e meu pai disse que só um milagre pode salvá-lo. O senhor tem esse remédio, milagre? O farmacêutico se surpreendeu com a pergunta. Naquele dia, um médico da capital, de passagem pela cidade, estava na mesma farmácia e ouviu a conversa do menino. Comovido, não pôde deixar de intervir. Sabia do que se tratava. Era uma epidemia que varria a região e para a qual tinha o remédio certo. - Eis aqui, meu filho, o remédio que vai salvar seu irmão - garantiu o médico. - E quanto custa? Eu só tenho uma moeda de dez centavos - disse o pequenino. - Tudo bem, afirmou o médico, esse é o preço que lhe cobrarei. Ele correu de volta e deu o remédio a seus pais, contando o que o médico lhe dissera. Assim que o seu irmão começou a tomar o remédio, a febre baixou e ele rapidamente se recuperou. Que lição maravilhosa esse pequenino nos deixou. Em meio às dúvidas do coração, aos questionamentos da mente, aos assaltos do medo e da incredulidade, o preço do milagre continua sendo a fé.




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